quarta-feira, 15 jul. 2026

13.000 reservas turísticas canceladas em Moçambique

Desde 21 de outubro, Moçambique vive sucessivas paralisações e manifestações, convocadas por Mondlane, em que pelo menos 103 pessoas morreram
13.000 reservas turísticas canceladas em Moçambique

Mais de 13.000 mil reservas de turismo foram canceladas na província de Gaza, sul de Moçambique. A razão é a violência da contestação aos resultados das eleições presidenciais de 9 de outubro. 

“Do trabalho que o setor fez, concretamente no bairro de Chidenguele, assim como por via telefónica nas praias de Xai-xai e Bilene, constatámos que estamos com uma redução de 50% das nossas reservas”, revelou a Cultura e Turismo em Gaza.

Os cancelamentos fazem parte de um pacote de 25.708 reservas para as festividades do final do ano. O pagamento de salários a nível das estâncias turísticas pode ser afetado. 

“A perda é maior, na medida em que os nossos operadores não terão como pagar os seus trabalhadores, não terão como pagar outras despesas como água e energia”, explica um responsável, citado pela agência Lusa.

O candidato presidencial Venâncio Mondlane nega a vitória de Daniel Chapo, apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, no poder), que venceu as eleições de 9 de outubro com 70,67% dos votos.

Segundo os resultados anunciados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), Mondlane ficou em segundo lugar, com 20,32%, mas os resultados ainda têm de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional.

Desde 21 de outubro, Moçambique vive sucessivas paralisações e manifestações, convocadas por Mondlane, em que pelo menos 103 pessoas morreram. Venâncio Mondlane anunciou que as manifestações de protesto são para manter até que seja reposta a verdade eleitoral.