terça-feira, 11 ago. 2026

INEM. Sete mortes por atrasos na linha 112

Os técnicos de emergência pré-hospitalar (TEPH) estão em greve desde 30 de outubro
INEM. Sete mortes por atrasos na linha 112

Os atrasos no atendimento da linha 112 já provocaram pelo menos sete mortes durante o período de greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Os técnicos de emergência pré-hospitalar (TEPH) estão em greve desde 30 de outubro para pedir a revisão da carreira e melhores condições salariais, o que tem agravado os atrasos no atendimento telefónico. Luís Montenegro reconheceu, esta quinta-feira, a falta de 800 TEPH, mas o problema não é de hoje. Já em junho o presidente do INEM alertava para a falta de mais de 400 técnicos nos quadros e pedia mais orçamento para o Instituto.

Em setembro, mais uma vítima mortal por falta de atendimento. Um homem de 60 anos sentiu-se mal numa estação de serviço no Algarve e ficou cerca de uma hora à espera de assistência. Quando a equipa do INEM chegou ao local, já nada havia a fazer além de declarar o óbito. O INEM  admitiu que houve um atraso  no atendimento e abriu um inquérito.