segunda-feira, 09 mar. 2026

Lutar até ao limite pela camisola vermelha

Ben O´Connor entra na fase decisiva com apenas cinco segundos de vantagem sobre Primoz Roglic.
Lutar até ao limite pela camisola vermelha

Apesar dos muitos ataques ao homem da camisola vermelha, nada mudou na classificação geral da Volta à Espanha e os dois primeiros vão partir para a antepenúltima etapa separados por escassos cinco segundos. Na segunda semana de prova, assistiu-se a luta apertada entre as equipas mais fortes do pelotão, que queriam colocar os seus melhores corredores em posição de lutar pela vitória.

A Decathlon AG2R entrou ao ataque na tentativa de defender o líder O´Connor, mas fê-lo da pior forma. Os seus ciclistas tiveram um comportamento pouco desportivo, bloquearam a estrada durante longos quilómetros, e considerado agressivo, sobretudo quando provocaram a queda do equatoriano Carapaz (3.º da geral antes dessa etapa). Esse incidente motivou uma penalização com cartão amarelo a três corredores e ao diretor desportivo da equipa. A Movistar esteve sempre muito ativa, com o objetivo de colocar o seu chefe de fila, Enric Mas, junto de Primoz Roglick, o líder da Red Bull-Bora, e grande candidato a vencer a prova este ano. O australiano Ben O´Conner resistiu aos muitos ataques e, embora tenha perdido tempo nas etapas de alta montanha, manteve a camisola vermelha com grandee esforço, o estado em que chegava ao final das etapas metia dó. Andou quase sempre sozinho, já que os outros ciclistas da equipa não tiveram pedalada para andar na frente. «Tenho a certeza que será um marco na minha carreira. A forma como estou a defender a liderança, resistindo tantos dias… já não é só o facto de estar na frente, é a força de poder lutar por uma Vuelta e voltar no futuro para fazer o mesmo. Está a ser muito especial para mim. Ganhar? Nunca se sabe, mas tenho poucas hipóteses», admitiu O´Conner, já a pensar no contrarrelógio final no domingo, em Madrid, onde Roglick é o grande favorito. Mesmo que não ganhe, tem grandes hipóteses de terminar no pódio.

Depois de várias etapas de alta montanha, o pelotão teve dias de relativa acalmia que favoreceram os sprinters. A Volta entra agora na fase decisiva, com uma dura etapa de montanha, que termina com uma subida de primeira categoria. É a última grande oportunidade para criar uma diferença significativa que permita enfrentar, sem receios, o contrarrelógio individual da última etapa.

Nélson Oliveira é o único corredor português em prova e ocupa a 75.ª posição da geral.

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