quarta-feira, 22 abr. 2026

Joana Amaral Dias sofreu "agressão" no Terreiro do Paço

A cabeça de lista da Alternativa Democrática Nacional (ADN), às Eleições Europeias, encontrava-se "legitimamente a participar nas atividades de comemoração do 25 de Abril".
Joana Amaral Dias sofreu "agressão" no Terreiro do Paço

Joana Amaral Dias, cabeça de lista da Alternativa Democrática Nacional (ADN), às Eleições Europeias, foi, esta quinta-feira, no Terreiro do Paço, "vítima de condicionamento à sua Liberdade de Expressão", alegando, ter sido alvo de uma "agressão".

Numa nota, do partido, enviada às redações, o ADN refere que a candidata se encontrava a "participar nas actividades de comemoração do 25 de Abril" e a realizar "uma acção de defesa dos Direitos, Liberdades e Garantias Fundamentais consagrados na Constituição da República Portuguesa".

Joana Amaral Dias estava a gravar um vídeo, que chegou a ser publicado na rede social, Instagram, onde relatava o ambiente e mostrava o cartaz do ADN, com apelo ao respeito pela Constituição da República Portuguesa.

De fundo é possível ouvir-se assobios e palavras como "fascista", "25 de Abril sempre" e "fascismo nunca mais".

No decorrer da gravação, o telemóvel agita-se por duas vezes, e ouve-se a cabeça de lista a afirmar: "Acabei de ser agredida".

"Não tem mal, estou aqui a defender os valores do 25 de Abril: a liberdade, a democracia, a justiça e a paz, sempre, todos os dias”, rematou de seguida.

A candidata às Eleições Europeias é ainda interpelada por outras duas pessoas que lhe dizem para "honrar a memória do Miguel Portas". "Sai daqui, ninguém vos quer aqui", acrescentam.

O partido condena a "agressão" a Joana Amaral Dias, e afirma que esta "foi vítima de condicionamento à sua liberdade de expressão".

O ADN, que reconhece que "ainda há um longo caminho a percorrer para que todos possamos viver em Plena Democracia", lamenta que "que os responsáveis desta situação também sejam alguns comentadores e alguma comunicação social que, deliberadamente ou por ignorância, mentem sobre a nossa ideologia eposições políticas".

"Todavia, jamais permitirmos ser intimidados e não aceitaremos qualquer tipo de limitação à nossa capacidade de acção cívica e política", lê-se na nota.