Funcionário da Câmara de Guimarães acusado de peculato e falsificação

O Ministério Público considera que o individuo “ficou para si com diversas quantias” de dinheiro, entregues por utentes para, pagamento de serviços prestados peço Centro de Recolha Oficial de Guimarães.
Funcionário da Câmara de Guimarães acusado de peculato e falsificação

 A Procuradoria-Geral Distrital do Porto (PGDP) anunciou, esta segunda-feira, que o Ministério Público (MP) acusou um funcionário da Câmara Municipal de Guimarães, de peculato e de falsificação de documentos, por ter ficado com 451 euros, de utentes.

Numa nota divulgada a PGDP explica que o MP “considerou indiciado que o arguido, assistente técnico a exercer funções no Centro de Recolha Oficial de Guimarães, de janeiro de 2017 a janeiro de 2018, ficou para si com diversas quantias entregues por utentes para pagamento de serviços prestados por aquele Centro” no valor total de 451,28 euros.

A entidade judicial referiu que também ficou igualmente indicado, que o arguido emitiu recibos falsos.

“Em duas situações, porque lhe tivesse sido pedido comprovativo do pagamento, o arguido fez emitir documento 'factura/recibo' por si fabricado fora da aplicação de emissão de faturas do Centro, aparentando que fizera constar e registara o pagamento na contabilidade do serviço” sustentou o MP.

O arguido é acusado de peculato na forma continuada e também de três crimes de falsificação de documentos. O despacho da acusação, que se encontra a cargo do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Braga, foi proferido a 02 de fevereiro.