quinta-feira, 13 ago. 2026

Regressam as emoções do MotoGP

O MotoGP volta à ação em Inglaterra. Os pilotos da Ducati são a referência de uma época que tem sido acidentada para Miguel  Oliveira. 
Regressam as emoções do MotoGP

Quando (quase) todos vão de férias, os pilotos de MotoGP voltam, este fim de semana, às pistas para disputar o nono grande prémio da temporada, e nada melhor do que o histórico circuito de Silverstone para retomar as hostilidades. No regresso às pistas, os pilotos vão encontrar uma novidade que é a sessão de qualificação com a duração de uma hora em vez das duas sessões anteriores de 30 minutos.

O início de época tem sido frustrante para Miguel Oliveira, como três quedas, duas delas motivadas por colisões com outros pilotos que o obrigaram a passar pelo hospital e a falhar outras duas corridas. «O balanço da primeira parte da temporada é difícil de fazer. Não consigo avaliar como positivo, nem negativo. Obviamente que houve momentos de muita frustração, porque as situações de abandono foram sempre causadas por terceiros», afirmou o piloto da Aprilia. Miguel Oliveira disse estar totalmente recuperado da lesão no ombro e acredita que pode voltar a lutar pela vitória. «Acho que é um ótimo momento para voltar depois de uma pausa tão longa, que foi muito útil para eu recuperar a 100%. Sinto-me muito confiante e feliz por continuar a trabalhar e voltar a ser realmente competitivo com a Aprilia RS-GP. Não foi o início de época que esperávamos, mas vamos confiantes para a segunda parte e pretendemos trazer bons resultados».

O piloto vai competir em três pistas onde já venceu com a KTM (Áustria, Indonésia e Tailândia),  o que é sempre motivador. Resta saber se consegue a afinação certa para ter uma moto rápida em qualificação e em corrida. Francesco Bagnaia (Ducati) tem mostrado um andamento à parte, venceu quatro corridas e lidera o Mundial de pilotos com 35 pontos de avanço sobre Jorge Martin. No paddock, começa a haver a ideia de que dificilmente perde este campeonato, mas sabe-se que as corridas de MotoGP são extremamente disputadas e as contas não estão fechadas, pois há mais de metade dos pontos em jogo.

As férias de verão foram aproveitadas para relançar a discussão sobre a aerodinâmica nas motos de Grande Prémio. Este tema ganhou importância com as constantes evoluções introduzidas pela Ducati, há quem diga que adota princípios da Fórmula 1. O antigo bicampeão mundial, Casey Storner, lançou a primeira ‘acha para a fogueira’ ao afirmar: «Toda esta m…. deve desaparecer, os ailerons, o holeshot [sistema que baixa a suspensão dianteira e traseira da moto], o anti-wheelie [evita o levantamento da roda dianteira em aceleração] e o controlo de tração deve ser reduzido ao mínimo». E disse mais: «Tem de se reduzir os custos para que os marcas com piores resultados possam acompanhar os outros fabricantes». Isso pode acontecer, mas não é para já. Existe um compromisso técnico e desportivo entre a Dorna, promotor do campeonato, e a FIM válido até 2026.