quinta-feira, 12 mar. 2026

Chinês detido em Luanda por tráfico de seres humanos para prostituição

O SIC concluiu que as cidadãs foram contratadas pelo homem quando se encontravam na China, com o intuito de assinarem contratos de trabalho em Angola, mas não era especificado o tipo de trabalho que seria desempenhado.
Chinês detido em Luanda por tráfico de seres humanos para prostituição

Um cidadão chinês foi detido em Luanda, acusado de vários crimes, entre os quais tráfico de seres humanos, com o aliciamento de conterrâneas suas para a prática de prostituição em Angola, segundo o Serviço de Investigação Criminal (SIC).

Segundo uma nota de imprensa do SIC de Angola, o cidadão chinês, de 51 anos, foi detido no dia 3 deste mês, no Casino Hotel- KTV, localizado no município de Viana, onde era gerente e residente, avança a Lusa.

O suspeito terá incorrido na prática dos crimes de associação criminosa, tráfico de seres humanos e lenocínio. A nota refere que foi igualmente detida a sua mulher, também de nacionalidade chinesa, de 52 anos, que alegadamente o ajudava a aliciar mulheres para a prostituição.

"Referir que a detenção deste cidadão é resultado de um aturado trabalho de acompanhamento Investigativo, que culminou com a detenção em flagrante delito, depois de uma revista minuciosa, deparou-se com a presença de oito cidadãs de nacionalidade chinesa, com idades compreendidas entre os 31 e 44 anos", revela a nota.

Nas suas investigações, o SIC concluiu que as cidadãs foram contratadas pelo homem quando se encontravam na China, com o intuito de assinarem contratos de trabalho em Angola, mas não era especificado o tipo de trabalho que seria desempenhado.

Chegadas a Angola, informou o SIC, as mulheres foram hospedadas no Casino Hotel- KTV e sob ameaças foram-lhes retirados os passaportes, com o pretexto de uma suposta regularização da sua situação migratória.

"O que é falso, pois enquanto aguardavam, eram trancadas nos quartos do hotel e forçadas a praticarem sexo a troco de valores monetários, recebendo como remuneração 500.000 kwanzas (931 euros) por mês", explica-se no comunicado.