quinta-feira, 15 jan. 2026

Navalny acusa Rússia de impedir visitas de familiares nas prisões

Opositor do regime russo disse, através do Twitter, que foi levado a um “conselho de educadores” - composto por “cinco polícias rabugentos e uma loira com unhas vermelhas e afiadas com cerca de sete centímetros de comprimento”, acrescentando: “Tentei não me aproximar dela, pelo sim, pelo não, tinha demasiado medo”.
Navalny acusa Rússia de impedir visitas de familiares nas prisões

Alexei Navalny, conhecido opositor de Vladimir Putin, revelou esta quinta-feira que enquanto esteve preso subiu “mais um nível na hierarquia dos delinquentes prisionais” e acusou a administração prisional de impedir visitas dos familiares.  

O opositor do regime russo disse, através do Twitter, que foi levado a um “conselho de educadores” - composto por “cinco polícias rabugentos e uma loira com unhas vermelhas e afiadas com cerca de sete centímetros de comprimento”, acrescentando: “Tentei não me aproximar dela, pelo sim, pelo não, tinha demasiado medo”, pode ler-se.  

No “conselho”, os agentes terão dito que Navalny era um “infrator flagrante” e que o “confinamento rigoroso” já não era “suficiente para o reeducar”, pelo que foi sugerido que fosse “transferido para uma sala tipo cela” — uma “cela apertada, como a cela de castigo”, onde se poder ter “dois livros” e “utilizar o quiosque da prisão, apesar de ter um orçamento muito limitado”. 

“Era suposto ter uma longa visita dos meus familiares assim que chegasse à colónia, mas eles não permitiram. Disseram que tinha de esperar quatro meses. Por isso, esperei”, continuou, referindo-se ao facto de ter sido transferido para o estabelecimento prisional de IK-6 +Melekhovo+. Os pais e a mulher do opositor russo estavam prontos para o visitar quando foi informado sobre a sua mudança dentro daquele estabelecimento prisional.  

“Não terei mais visitas, enquanto a administração [da prisão] se regozija, contente por satisfazer os seus superiores. Bem, vou levar isto em termos filosóficos. Eles estão a fazê-lo para me calar. Então, qual é o meu primeiro dever? É isso mesmo, não ter medo e não me calar”, afirmou, dizendo ao povo russo para, "em todas as oportunidades”, lutarem contra o regime.  

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