terça-feira, 15 set. 2026

Ativistas colados à entrada da Galp foram detidos pela PSP e levados a tribunal

“Ativistas que bloquearam a Galp vão a tribunal mas os crimes são da petrolífera”, refere coletivo Climáximo.
Ativistas colados à entrada da Galp foram detidos pela PSP e levados a tribunal

Cerca de três dezenas de ativistas estão em protesto junto ao ao edifício da Galp, nas Torres de Lisboa, para se manifestarem contra as petrolíferas, e o seu papel na crise socioeconómica e climática.

Três dos manifestantes ‘colaram-se’ às portas do edifício para assim impedir a entrada de trabalhadores. No entanto, a PSP acabou por detê-los, tendo encaminhado os três para a sede da divisão territorial, cerca das 10h30.

Os restantes ativistas seguiram os detidos até à esquadra de Benfica, segundo o coletivo Climáximo.

Num comunicado, os ativistas referem que "os lucros recorde da Galp de 420 milhões de euros no primeiro semestre estão diretamente relacionados com o aumento dos preços e da inflação" e acrescentam que se colocaram à porta deste edifício porque a Galp, tal "como as principais petrolíferas do mundo, se aproveitou da invasão da Ucrânia pela Rússia para aumentar os seus preços e os seus lucros como nunca".

A Climáximo adiantou ainda que os manifestantes detidos foram presentes a um juiz no Campus de Justiça, mas lamentam que tenham sido eles e não os responsáveis da empresa.

Os “ativistas que bloquearam a Galp vão a tribunal mas os crimes são da petrolífera”, sublinha o coletivo, que diz ser anticapitalista e que tem como foco a “luta pela justiça climática”.

"Não esperamos justiça". "Os verdadeiros criminosos estão há muito identificados, mas continuam sob proteção dos sucessivos governos e instituições do Estado", lê-se no comunicado.

Os ativistas prometem “continuar a levar a cabo ações diretas e de desobediência civil contra a Galp e os demais culpados pelo desastres climáticos”, como “bloquear, boicotar e ocupar as maiores infraestruturas emissoras de gases com efeito de estufa, tantas vezes quantas necessárias, até os seus crimes serem travados”.