terça-feira, 13 jan. 2026

Johnson & Johnson vai suspender a venda do pó de talco para bebés no próximo ano

A suspensão acontece depois de a farmacêutica norte-americana ter sido alvo de milhares de ações judiciais que apontam o pó de talco como um produto que contribuiu para o desenvolvimento de cancro. 
Johnson & Johnson vai suspender a venda do pó de talco para bebés no próximo ano

Depois de milhares de reclamações sobre a segurança do produto, a Johnson & Johnson (J&J) vai suspender totalmente em 2023 a venda do pó de talco para bebés. Este clássico da marca farmacêutica já foi suspenso há dois anos nos Estados Unidos e Canadá.

Em comunicado, a empresa norte-americana afirmou que tomou a “decisão comercial” de substituir o talco por amido de milho neste produto infantil, após ter sido alvo de 38 mil ações judiciais.

As queixas apontam que a utilização a longo prazo do pó de talco contribuiu para o desenvolvimento de cancro. A farmacêutica rejeita a ligação do seu produto com o aparecimento desta doença.

No final de 2018, começaram a ser divulgadas informações que revelavam que a J&J já sabia há décadas que o seu pó de talco continha asbesto, um mineral com composição e características semelhantes às do amianto e com efeitos nocivos para a saúde.

A partir desse momento, a farmacêutica foi enfrentada com milhares de ações judiciais que acusam a fabricante de ter contribuído para o desenvolvimento do cancro nos ovários em consumidoras do produto, uma ligação que a empresa nega e que a leva a gastar milhões de dólares cada ano em casos judiciais.

"A nossa posição sobre a segurança de nosso pó cosmético permanece inalterada. Apoiamos fortemente as décadas de análise científica por médicos especialistas em todo o mundo, confirmando que o pó de talco para bebés da Johnson é seguro, não contém asbesto e não causa cancro", sublinhou a farmacêutica norte-americana.

Além destes casos, a empresa também enfrenta outros problemas legais nos Estados Unidos. No início deste ano, aceitou pagar milhões de dólares a vários estados, tal como outros grandes distribuidores de medicamentos, assumindo assim a sua responsabilidade na crise dos opiáceos.

Nas últimas duas décadas, mais de 500 mil norte-americanos morreram por overdoses de opiáceos, como analgésicos prescritos e drogas ilícitas - heroína e fentanil produzido ilegalmente.

Leia também

Descoberta macabra de cabeças humanas no Equador assusta país e mundo

Restos de cinco cabeças humanas foram encontrados pendurados numa praia no Equador, acompanhados de uma mensagem de ameaça de grupos criminosos, evidenciando a escalada de violência relacionada ao crime organizado no país.
Descoberta macabra de cabeças humanas no Equador assusta país e mundo

China alerta EUA para não recorrer a outros países para controlar a Gronelândia

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China garantiu ainda que a exploração chinesa no Ártico está de acordo com o direito internacional. “Os direitos e liberdades de todos os países para conduzir atividades no Ártico de acordo com a lei devem ser plenamente respeitados”, afirmou
China alerta EUA para não recorrer a outros países para controlar a Gronelândia

Parlamento Europeu proíbe entrada de representantes do Irão nas suas instalações

Segundo dados da organização não-governamental Human Rights Activists News Agency (HRANA), pelo menos 538 pessoas morreram na sequência da repressão dos protestos, que resultaram ainda na detenção de 10.675 pessoas, incluindo 160 menores de idade e 52 estudantes.
Parlamento Europeu proíbe entrada de representantes do Irão nas suas instalações