segunda-feira, 14 set. 2026

Houve quase menos de metade de acidentes rodoviários em fevereiro deste ano face ao mesmo mês de 2020

Estes dados são referentes ao relatório de sinistralidade a 24 horas e de fiscalização rodoviária do mês de fevereiro, que corresponde com o segundo mês de confinamento geral devido ao agravamento da pandemia de covid-19 nesse período.
Houve quase menos de metade de acidentes rodoviários em fevereiro deste ano face ao mesmo mês de 2020

Nos dois primeiros meses do ano, ocorreram 2.674 acidentes rodoviários, dos quais resultaram 34 mortes e 163 feridos graves, verificando-se uma descida marcante em todos os indicadores da sinistralidade em relação ao mesmo período de 2020, informou a Segurança Rodoviária, esta terça-feira.

Estes dados são referentes ao relatório de sinistralidade a 24 horas e de fiscalização rodoviária do mês de fevereiro, que corresponde com o segundo mês de confinamento geral devido ao agravamento da pandemia de covid-19 nesse período.

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) registou 2.674 acidentes no território continental com vítimas, tendo provocado 34 mortos, 163 feridos graves e 2.981 feridos ligeiros.

"Os valores apurados revelam uma melhoria nos principais indicadores de sinistralidade, comparativamente com o período homólogo de 2020: verificaram-se menos 2.417 acidentes com vítimas (-47,5%), menos 19 vítimas mortais (-35,8%), menos 143 feridos graves (-46,7%) e menos 3.141 feridos ligeiros (-51,3%)", indicou o documento.

Ainda que o número de desastres rodoviários tenha reduzido, a ANSR referiu que o índice de gravidade dos acidentes foi superior ao registado nos mesmos meses de 2020.

O tipo de acidente mais frequente foi colisão, segundo informa o relatório, apesar de os despistes terem causado maior número de vítimas mortais e de feridos graves.

Em janeiro e fevereiro de 2021, a maioria dos acidentes aconteceu em arruamentos (66,8% do total), enquanto os desastres verificaram-se nas estadas nacionais (16,5%).

Quanto à entidade que gere a via onde se registaram maior número de acidentes, 44,1% ocorreram na rede rodoviária das Infraestruturas de Portugal, da Brisa (8,8%) e do município de Vila Franca de Xira (5,9%).

De acordo com o mesmo documento, 64,7% das vítimas mortais eram condutores, 11,8% eram passageiros e 23,5% peões. Os automóveis ligeiros foram os veículos nos quais os intervenientes em acidentes seguiam.

Já sobre a fiscalização, a ANSR disse que foram fiscalizados, nos dois primeiros meses, 16,3 milhões de viaturas, seja presencialmente, seja a partir de meios de fiscalização automática, tendo-se notado uma diminuição de 29,6% face o mesmo período no ano passado.

Esta diminuição foi justificada pela ANSR com a redução da circulação devido ao confinamento obrigatório.

Nas ações de fiscalização realizadas em janeiro e fevereiro, foram detetadas 154,5 mil infrações, correspondendo a uma diminuição de 41,2% face a 2020. A maioria das infrações foi por excesso de velocidade (56%), ainda que esta percentagem tenha sofrido uma redução de 42%.

Segundo o mesmo relatório, registou-se também uma diminuição de 76,1% nas multas por consumo de álcool acima do limite legal e 29,4% nas infrações por uso do telemóvel.

A criminalidade rodoviária, avaliada pelo número total de detenções, também reduziu 26,1% nos dois primeiros meses de 2021 face ao mesmo período de 2020, ao atingir 3,3 mil condutores. Mais de metade das detenções deveram-se à falta de habilitação legal para conduzir (56,3%), tendo esta percentagem aumentado 31,9% em relação ao mesmo período em 2020.

251,5 mil condutores perderam pontos na carta de condução desde a entrada do sistema de "carta por pontos" que vigora, a partir de junho de 2016, indicou a ANSR. Até final de fevereiro deste ano, foi retirada a carta de condução a 1.385 condutores.