domingo, 18 jan. 2026

Conselho de Escolas Médicas recomenda uso de máscaras em larga escala

O uso generalizado pela população pode ser uma medida de controlo ou atrasar uma pandemia referem os especialistas no documento com 26 páginas
Conselho de Escolas Médicas recomenda uso de máscaras em larga escala

O Conselho de Escolas Médicas Portuguesas defende o uso alargado de máscaras para a população portuguesa, citando artigos científicos. No texto com 26 páginas, intitulado Argumentação e Evidência Científica para o Uso Generalizado de Máscaras pela População Portuguesa, citado pela Lusa, o Conselho de Escolas Médicas considera que a “utilização de máscaras faciais em larga escala” pode mesmo vir a ser uma “estratégia importante para atrasar uma pandemia (...) ou pelo menos para diminuir a taxa de ataque a infeção”. 
Esta frase é uma da citações de artigos científicos usados no argumentário do Conselho de Escolas Médicas Profissionais. Mas há mais.
Na lista de argumentos, o uso alargado de máscaras pode permitir, no limite a “diminuição da propagação da doença, não só neste momento de surto da pandemia, como futuramente na prevenção de futuros surtos”. No mesmo texto acrescenta-se que não há  “um grau de maior evidência verdadeiramente contra a utilização [de máscaras] de forma generalizada pela população”.
Assim, a maioria dos artigos científicos usados no documento convergem na recomendação do uso “generalizado de máscara por parte da população como medida de controlo da transmissão de infeções respiratórias, reduzindo o risco de contágio, a taxa de ataque”.
Há dois dias, a ministra da Saúde, Marta Temido, admitiu o alargamento do recurso à máscara por forças de segurança, (incluindo guardas prisionais) militares, quando estão no terreno em contacto com terceiros,  ou mesmo quem está nos supermercados, no contacto direto com o público. Isto caso não existam proteções em acrílico nesses referidos estabelecimentos. A Direção-Geral de Saúde também alargou a recomendação de máscaras, por exemplo, a oncológicos, a doentes de hemodiálise ou doentes com imunodeficiência nas suas deslocações. A medida também se pode aplicar a profissionais e voluntários no contacto direto, por exemplo, com sem-abrigo, aos profissionais de funerárias e morgues que lidem diretamente com cadáveres, ou em instituições de solidariedade social no momento, por exemplo, de serviços de limpeza.
De realçar, que o Conselho de Escolas Médicas Portuguesas defende ações de sensibilização na forma de usar as máscaras, sendo que a produção deste tipo de material de proteção caseiro,  podem ter 50% a 85% de efeito para quem as usa. Mas é preciso ter em conta os materiais. Se forem bem feitos e bem utilizados podem libertar a pressão de procura desta proteção para os profissionais de saúde.