terça-feira, 13 jan. 2026

Manifestantes sudaneses escudados por soldados

Já terão morrido 52 pessoas, o Governo fala apenas em 32 mortos

Dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas no Sudão, esta segunda-feira, em protesto contra o Governo do Presidente Omar al-Bashir.

Ficaram claras as divisões entre o aparelho de segurança, com elementos das forças armadas a escudarem cidadãos da repressão. Desde que começaram os protestos já terão morrido 52 pessoas, segundo a Human Rights Watch, enquanto o Governo fala em 32 mortos.

Uma testemunha do protesto afirmou à BBC que uma série de carrinhas chegaram
ao local, começando  a disparar gás lacrimogéneo e fogo real contra a manifestação pacífica. Os soldados do exército sudanês inicialmente mostraram-se impávidos, mas depois tentaram escorraçar as restantes forças de segurança, disparando para o ar. 

As carrinhas levariam a bordo agentes das secretas sudanesas, o National Intelligence and Security Service (NISS). Vários manifestantes receberam abrigo em instalações da marinha.

Os protestos foram desencadeados pelo aumento do custo de vida, levando à exigência da demissão do Presidente. A economia sudanesa tem sofrido com as sanções dos EUA, que acusam Cartum de financiar grupos terroristas.

Na linha da frente dos protestos estão as associações de médicos e advogados.

Leia também

China alerta EUA para não recorrer a outros países para controlar a Gronelândia

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China garantiu ainda que a exploração chinesa no Ártico está de acordo com o direito internacional. “Os direitos e liberdades de todos os países para conduzir atividades no Ártico de acordo com a lei devem ser plenamente respeitados”, afirmou
China alerta EUA para não recorrer a outros países para controlar a Gronelândia

Parlamento Europeu proíbe entrada de representantes do Irão nas suas instalações

Segundo dados da organização não-governamental Human Rights Activists News Agency (HRANA), pelo menos 538 pessoas morreram na sequência da repressão dos protestos, que resultaram ainda na detenção de 10.675 pessoas, incluindo 160 menores de idade e 52 estudantes.
Parlamento Europeu proíbe entrada de representantes do Irão nas suas instalações

Espanha disponível para reforçar segurança da Gronelância na Nato

José Manuel Albares, o ministro dos Negócios Estrangeiros, prestou declarações a jornalistas em Madrid e considera que não se pode fazer "ficção política" em relação à Gronelândia
Espanha disponível para reforçar segurança da Gronelância na Nato