terça-feira, 14 abr. 2026

‘Não sei como foi o roubo em Tancos. Para mim, tem de haver conivência lá de dentro’

General Carlos Jerónimo diz que ao contrário de outras pessoas sempre assumiu as suas responsabilidades
‘Não sei como foi o roubo em Tancos. Para mim, tem de haver conivência lá de dentro’

O ex-chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) Carlos Jerónimo admitiu, esta quarta-feira, que o furto de material de guerra dos paióis de Tancos tenha ocorrido com "conivência" do interior.

"Não sei como foi o roubo. Para mim, tal como na arrecadação dos comandos, tem de haver conivência lá de dentro. Não estou a afirmar", disse o general na reserva.

"Como é que desapareceram as `Glock´ da polícia? Com conivência lá de dentro. Quando o pilha-galinhas está dentro da capoeira... 'pfff'", acrescentou Carlos Jerónimo, que comandou o Exército entre 2014 e 2016.

O general, que foi ouvido durante mais de três horas na comissão de inquérito sobre o furto de Tancos, sublinhou que sempre assumiu as suas responsabilidades e que não é "como certos figurões que aparecem na televisão e dizem que estão de consciência tranquila quando todos sabem que mentem".

Carlos Jerónimo demarcou-se assim da decisão do seu sucessor Rovisco Duarte, que exonerou cinco comandantes das unidades em redor de Tancos, justificando o afastamento com o processo de averiguações.