quinta-feira, 13 ago. 2026

Juízes vão poder usar nova plataforma informática nos mega processos

Segundo o Conselho Superior da Magistratura o objetivo deste novo sistema à disposição dos magistrados é permitir a organização, análise e apresentação da prova em processo penal
Juízes vão poder usar nova plataforma informática nos mega processos

Os juízes que têm em mãos os chamados mega processos poderão usar uma ferramenta informática que facilita a organização e análise da prova em processo penal. O acesso ao Serviço Integrado de Informação Processual (SIIP) passa assim a ser possível, depois de o Conselho Superior da Magistratura ter assinado um protocolo com os autores da aplicação.

“O Serviço Integrado de Informação Processual (SIIP) é uma aplicação informática que nasceu da iniciativa de um juiz e de dois agentes da PSP para facilitar a organização das provas e do processo penal”, começa por explicar o CSM, adiantando: “António Joaquim da Costa Gomes, juiz de Direito no Juízo de Instrução Criminal de Aveiro, o agente da PSP António Soares da Costa, perito informático, e o agente da PSP Ernesto José Ribeiro de Sousa uniram esforços no sentido de criar uma ferramenta digital que possibilitasse a organização, análise e apresentação da prova em processo penal”.

Mas até agora o sistema não podia ser usado pelos magistrados, o que passou a ser possível, sem qualquer custo, com o protocolo recentemente assinado com os autores. “Para que o SIIP possa ser utilizado por todos os juízes portugueses, o Conselho Superior da Magistratura e os três detentores da aplicação assinaram ontem, dia 29 de Janeiro de 2019, em Lisboa, na sede do CSM, o “Protoloco para utilização gratuita da Aplicação SIIP”, facilitando-se assim aos juízes que têm em mãos os chamados ‘mega-processos’ ou processos de maior complexidade a utilização de uma ferramenta essencial de apoio à organização, que permitirá uma maior agilização na tramitação.”

A terminar o órgão de disciplina dos juízes esclarece que se trata apenas de uma ferramenta auxiliar e não obrigatória: “Os juízes poderão utilizar este sistema para estudo e preparação de grandes volumes de informação, sendo um auxiliar informático disponível sempre que um juiz o entenda necessário”.