terça-feira, 20 jan. 2026

40 mil trabalhadores tiveram as carreiras descongeladas em janeiro e fevereiro

O ministério das Finanças justificou os atrasos no pagamento dos descongelamentos com problemas informáticos. Frente Comum criticou a falta de condições para se processarem as posições remuneratórias
40 mil trabalhadores tiveram as carreiras descongeladas em janeiro e fevereiro

Cerca de 40 mil trabalhadores viram os seus salários aumentarem na sequência do descongelamento das carreiras nos dois primeiros dois meses deste ano, anunciou em comunicado o Ministério das Finanças, prevendo que o número poderá "pelo menos duplicar" em março. 

"Todas as áreas governativas já começaram a concretizar o descongelamento das carreiras para os seus trabalhadores", anunciou o ministério liderado por Mário Centeno. 

Para justificar os atrasos do pagamento dos descongelamentos, o ministério afirmou que "os serviços apenas tiveram que parametrizar os sistemas informáticos de processo salarial", o que resultou "em muitos serviços a reversão dos cortes" apenas se ter registado em fevereiro e março. 

Ainda que o problema tenha tido por base questões informáticas nos vários serviços, o ministério das Finanças não deixou de ser criticado. Após a reunião com a secreterária de Estado da Administração e Emprego Público,  Ana Avoila, dirigente da Frente Comum, disse aos jornalistas que "não faz nenhum sentido que os pagamentos não tenham chegado a todos os funcionários. Crio que nada justifica isto". A dirigente considera que se a "lei é complexa, então tinha-a feito de outra forma", não aceitando "que os serviços não tenham condições para fazer o processamento das posições remuneratórias".