segunda-feira, 12 jan. 2026

Porque é que preferimos dar colo do lado esquerdo?

Não é por ser o lado do coração, sugere a ciência
Porque é que preferimos dar colo do lado esquerdo?

Filhos pequenos? Então vamos a um exercício: de que lado é mais habitual pegar neles? Um estudo da Universidade da Tasmânia, na Austrália, ajuda a perceber por que motivo é mais comum dar colo do lado esquerdo, fenómeno que tem vindo a ser estudado pela ciência e até dá pelo nome teórico de “Left-cradling bias”, traduzindo livremente, o viés de embalar do lado esquerdo.

A equipa explica que este fenómeno de lateralização não terá nada a ver com o coração em si, mas com a forma como o cérebro processa a informação sensorial.

Os investigadores estudaram 11 espécies de mamíferos terrestres e marinhos e concluíram que, em situações de stress, estas mães também tendem a manter as suas crias do lado esquerdo, o que pode ser explicado pelo facto de o sistema do olho esquerdo/hemisfério direito do cérebro ser mais preciso e rápido no processamento de informação.

Os investigadores apuraram ainda que a maioria das crias prefere, em situações comuns, manter a mãe do seu lado esquerdo, o reforça a tese da importância do hemisfério direito nas relações entre mães e filhos. Acontece com cavalos, ovelhas ou baleias.

“Ao percecionar a mãe de forma predominante deste lado, as crias iniciavam mais comportamentos de ligação e mantinham a proximidade espacial à progenitora mais facilmente do que quando usavam o sistema do olho direito/hemisfério esquerdo. Isto pode resultar de uma especialização mais genérica do hemisfério direito do cérebro para o processamento visual e espacial, resultando num desvio de atenção do hemisfério esquerdo", dizem os investigadores, que descrevem, em relação aos humanos, que a "posição do filho do lado esquerdo pode otimizar a monitorização maternal, dirigindo a informação sensorial predominantemente para o hemisfério direito da mãe".

Os investigadores acreditam que esta característica terá uma origem evolutiva antiga.

O trabalho foi publicado na revista científica “Ecology & Evolution”, do grupo Nature, e pode ser consultado aqui.

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