segunda-feira, 12 jan. 2026

Sol & Sombra

A opinião de José António Lima
Sol & Sombra

SOL

Manuel Heitor

O ministro do Ensino Superior veio, corajosamente, denunciar as praxes académicas como «prática fascizante», esclarecendo que «não há praxes boas e praxes más», pois todas elas são rituais de submissão e humilhação a coberto da receção e integração dos novos alunos. O ministro apela aos reitores das universidades e aos dirigentes associativos para encontrarem outras formas de acolhimento dos estudantes, que impeçam a violência gratuita de praxes praticada em espírito de seita e o vexame das tarefas imbecis e degradantes. Será o princípio do fim desta prática rude, boçal e idiota?

Rui Jorge

Enquanto a Seleção principal desiludia na Suíça, a dos Sub-21 carimbava um apuramento irrepreensível para a fase final do Euro-2017, com 7 vitórias e um empate. Já no Euro-2015 o treinador, que está há seis anos a liderar os Sub-21, qualificara Portugal com 8 vitórias em 8 jogos e só perderia a final contra a Suécia no desempate por penáltis. Uma sucessão de resultados notáveis – e até a proeza de ficar nos oito primeiros nos Jogos Olímpicos com uma Seleção desfalcadíssima (por egoísta imposição dos clubes) reflete a qualidade do seu trabalho.

SOMBRA

Fernando Santos

É obviamente deslustrante para a imagem da Seleção campeã da Europa perder o primeiro jogo oficial após a conquista desse título. Ainda por cima, por 2-0 e frente a uma seleção modesta como a Suíça. Portugal revelou alguma displicência, nunca carregou a fundo no acelerador, cometeu erros sérios na defesa e o ataque chegou a ser confrangedor. Viu-se que Cristiano Ronaldo, mesmo a render apenas 50%, tem uma influência decisiva na clareza e eficácia do jogo da Seleção. E o pior é que esta derrota pode complicar mesmo o 1.º lugar do grupo que dá o apuramento direto para o Mundial-2018.

Carlos César

Como um dos pistoleiros sempre de serviço no PS para zurzir a oposição, veio sugerir que «o fiasco da liderança de Passos Coelho no PSD é o grande acontecimento político nacional». Percebe-se que no Largo do Rato querem muito ver Passos afastado, mas é precisa muita desfaçatez para falar de fiasco de uma liderança que colocou o PSD como partido mais votado tanto nas eleições de 2011 como nas de 2015.
José António Lima

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