terça-feira, 13 jan. 2026

'A ideia do referendo é um truque', diz João Semedo

João Semedo, membro da direção do movimento cívico “Direito a morrer com dignidade”, nem quer ouvir falar na ideia de referendar a eutanásia, ontem defendida por Luís Marques Mendes no seu comentário na SIC.  “A ideia do referendo é um truque com três objetivos: esconder que se está contra o direito à morte assistida, levar as pessoas a discutir o referendo e não as problemáticas do fim de vida e, finalmente, continuar a adiar o problema”, diz Semedo, que acha que o está em causa não deve ser referendável.

“Os referendos sobre direitos individuais como é o caso do direito à morte assistida só na aparência são democráticos. Na realidade eles procuram impor a ditadura de uns quantos sobre todos os outros. O referendo serve para um grupo impor a todos a  sua posição, impedindo o exercício desse direito a todos que o pretendam fazer.  Um direito que é de todos não pode ser recusado por decisão de uns quantos”, defende João Semedo, que integra o movimento do qual fazem parte nomes como Sampaio da Nóvoa e Francisco Louçã, mas também Paula Teixeira da Cruz, Rui Rio, Francisco Pinto Balsemão e Pacheco Pereira.

Para João Semedo, a decisão cabe ao Parlamento e é para lá que quer levar a discussão: “A decisão deve ser tomada por quem tem poderes, capacidade e autoridade para isso, o Parlamento, o poder legislativo por excelência. Foi para isso que os deputados foram eleitos, essa é a responsabilidade que lhes foi atribuída: legislar para resolver os problemas que preocupam e afectam as pessoas”.

Uma vez que ainda não deram entrada na Assembleia da República quaisquer iniciativas dos partidos sobre a eutanásia, o movimento cívico que defende o direito à morte medicamente assistida está a ponderar a hipótese de avançar com uma petição sobre o tema.

“Temos falado entre nós - e várias pessoas já nos fizeram essa sugestão - de lançar uma Petição dirigida à Assembleia da República mas isso veremos na próxima reunião.  Mas, sim, faz parte dos nossos planos reunir com os grupos parlamentares, é a eles que cabe a iniciativa e a decisão. Mas uma coisa é certa: este movimento veio para ficar, ficar até ter conseguido a despenalização e regulamentação da morte assistida”, garante Semedo.

Leia também

Cotrim de Figueiredo nega acusações de assédio de ex-assessora da IL

“Irei até ao fim para ver de onde esta mentira apareceu. Estou de consciência absolutamente tranquila, não só na vida política como nos 40 anos de carreira profissional”, afirmou o candidato apoiado pela IL
Cotrim de Figueiredo nega acusações de assédio de ex-assessora da IL

Durão Barroso nomeado presidente da FLAD para substituir Nuno Morais Sarmento

José Manuel Durão Barroso, de 69 anos, foi presidente da Comissão Europeia entre 2004 e 2014, tornando-se o primeiro português a liderar o executivo comunitário, cargo para o qual foi reconduzido em 2009. Antes disso, desempenhou funções como primeiro-ministro de Portugal entre abril de 2002 e julho de 2004
Durão Barroso nomeado presidente da FLAD para substituir Nuno Morais Sarmento

Lei laboral: Reunião do primeiro-ministro com CGTP adiada pela segunda vez

A estrutura sindical convocou para esta terça-feira uma manifestação, com início pelas 14:30 horas, no Largo de Camões seguindo para a Assembleia da República
Lei laboral: Reunião do primeiro-ministro com CGTP adiada pela segunda vez