quarta-feira, 13 mai. 2026

Feira do Livro do Porto revista e aumentada

Rui Moreira admite que a Feira do Livro do Porto de 2014 foi programada em “tempo recorde” e, por isso, havia muita margem para melhorar. A feira de 2015 (que arranca hoje, às 15h, e que se prolonga até dia 20), nos Jardins do Palácio de Cristal, cresce cerca de 30 por cento: em número de pavilhões (de 106 para 130), entidades presentes (de 83 para 111), editoras (de 49 para 62) e livreiros (de 12 para 19). As falhas identificadas na edição anterior - a primeira organizada pela Câmara Municipal do Porto (CMP), depois de mais de 80 anos em que esse papel foi da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros -, como a iluminação, o acesso aos stands e o pavimento, também foram corrigidas.
Feira do Livro do Porto revista e aumentada

“Esgotámos a nossa capacidade e esperemos que as pessoas gostem. Também esperamos que o tempo ajude, se bem que há uma tradição de chuva. Mas estamos convencidos de que este é um caminho muito interessante para a cidade e uma aposta ganha”, afirmou o presidente da CMP na apresentação do certame, que teve cerca de 200 mil visitantes em 2014. Tal como então, nem o grupo Leya nem a Porto Editora se farão representar diretamente, mas será possível encontrar os seus livros através da Calendário de Letras. Recorde-se que, no ano passado, não foi possível encontrar obras das chancelas da Porto Editora em todo o recinto.

Cultura, cinema e balões

Mais do que uma feira do livro, a CMP volta a promover o evento como um festival literário, que conta com cinema, concertos, debates, exposições e leituras. Spoken word volta a merecer uma espécie de festival dentro do festival (no auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett), com a presença de artistas que privilegiam a palavra, como Valete (hoje, às 22h), Anamar e Os Poetas, projeto de Rodrigo Leão e Gabriel Gomes. A homenageada desta edição é Agustina Bessa-Luís, a quem simbolicamente será atribuída uma tília na avenida homónima, em plenos jardins, que comemoram 150 anos.

Com a felicidade como tema agregador, a Feira do Livro engloba concertos de jazz e atividades para o público mais jovem, além de propostas menos evidentes. Destaca-se a presença de um speakers’ corner - um púlpito que deverá ser um espaço de “liberdade absoluta” para quem quiser interpelar a audiência por um período máximo recomendado de 15 minutos - e voos cativos em balão de ar quente. Todos os eventos são de entrada livre.