«mudou o governo, é agora a nossa esperança», disse josé moreira, um dos organizadores do almoço comemorativo do 41.º aniversário da bt que reuniu em fátima cerca de 300 pessoas, afirmando esperar que o que foi transmitido quando os actuais governantes estavam na oposição seja cumprido.
josé moreira, que esteve 26 anos na unidade, desaparecida a 1 de janeiro de 2009, na sequência da regulamentação da lei orgânica da gnr que criou a unidade nacional de trânsito, lembrou que os deputados dos partidos que integram a coligação governamental manifestaram publicamente que a reactivação da bt era um “assunto de carácter urgente porque a situação da fiscalização nas estradas de portugal não estava a ter os efeitos desejados com a reestruturação que foi feita neste sector”.
«falamos na reactivação da bt porque foram os próprios elementos que estão agora no governo que o disseram», frisou, referindo que, no entender da organização da iniciativa e, também, de uma petição discutida no parlamento, a solução pode passar pela incorporação de todos os militares da bt - cerca de 2000, que foram colocados nos destacamentos de trânsito dos 18 comandos territoriais de portugal continental - na unidade nacional de trânsito que conta actualmente com 180 elementos.
para o responsável, o reaparecimento da bt é «fácil» em termos políticos, mas o mesmo não sucede do ponto de vista militar, referindo ser difícil as pessoas «com responsabilidade» assumirem o que considera ser um erro.
recusando aumento de custos com a hipótese de reactivação da bt – «o efectivo está montado, as viaturas estão no terreno, a única coisa que falta é um comando único para o sector do trânsito» -, o responsável sustentou que quem perde com esta situação são «todos os utentes das estradas» que passaram a ser confrontados com uma actuação mais punitiva que preventiva.
«não é mais fiscalização que vai eliminar os acidentes, mas uma maior vigilância», declarou.
no final do almoço, onde estiveram antigos responsáveis da bt, incluindo o seu último comandante, meireles carvalho, que disse não ser a «pessoa indicada» para falar sobre a eventualidade de a extinção da bt ter sido um erro, diversos discursos recordaram os militares que integraram a unidade, ouviram-se elogios à sua actuação e palavras de esperança quanto ao futuro.
lourenço da silva, um antigo comandante da bt, referiu que «os últimos tempos trouxeram alguma aragem de esperança», apontando as palavras do comandante-geral da gnr que defendeu a necessidade de ajustamento para melhorar o aproveitamento dos recursos disponíveis.
«esperamos que a estas palavras correspondam adequados propósitos e, sobretudo, decisões do novo governo que assentem na racionalidade conducente ao mais adequado emprego dos recursos existentes para a segurança dos cidadãos, preocupação que esteve completamente ausente aquando da extinção da brigada de trânsito», acrescentou.
lusa/sol